Um movimento irreversível.

Um movimento irreversível: O mês de novembro viveu uma semana das mais importantes para conter as mudanças climáticas com a conferência realizada no Egito. A dicotomia persiste entre os considerados países de grande desenvolvimento e os que ainda estão num estágio de que grande parte de suas populações se situando no limiar da pobreza extrema. O mundo está atingindo uma população de 8 bilhões de seres humanos dos quais em torno de 1bilhão são submetidos a esse quadro de dantesca e injusta miséria. Desvinculando-se dos aspectos transcendentais, os quais são focalizados com especial propriedade por instituições que cuidam desse tema de relevância, de cunho religioso e filosófico espalhadas por grande parte do mundo, urge que as Nações e toda a sociedade se conscientizem da necessidade premente do rompimento desse triste paradigma. Ninguém vem a esse mundo premido do direito à felicidade, mesmo que relativa, embora devemos saber que não viemos e vimos a esse planeta para vivermos no resort e também sabemos que é um assunto de grande polêmica. As agruras são inerentes e ninguém está livre, mas podemos vê-las como oportunidade para crescermos, obviamente, desvinculado de qualquer espírito de um masoquismo doentio. Além da fome escandalosa que afronta a dignidade humana, a e elevação da temperatura do planeta Terra aparece como uma prioridade protagonista e deve ser limitada aos 1,5 graus Celsius até o final desse século, sob pena de efeitos climáticos com um caráter irreversível. Como sempre, as maiores vítimas serão as populações pobres ribeirinhas e a ilhotas situadas nos diversos oceanos. Como exemplo indelével devido a esse sobreaquecimento, como repor as geleiras nos polos terrestres que estão se derretendo? As pesquisas puras e aplicadas sabemos que são importantes para o conforto material das pessoas e seria redundante apontá-las nos diversos campos das ciências ligadas à Natureza; aspectos econômicos, sociais e da tecnologia no sentido lato sensu, mas providos de uma responsabilidade com a preservação ambiental pois, ainda por enquanto, o minúsculo planeta Terra é ainda o nosso único lar. Saída tecnológicas já amplamente dominadas estão à disposição e podemos elencá-las: Uso e preservação responsável das florestas e matas disponíveis, com destaque a nossa Amazônia; transitar para uma produção industrial amigável, ou seja, neutra com referência aos gases responsáveis pelo aquecimento global, tendo como exemplo os automotivos elétricos que, felizmente, estão se disseminando de forma auspiciosa; ampliação da capacidade instalada das energias alternativas e renováveis. Tais como a eólica; a solar; a biomassa; a energia das ondas e das marés; as células combustíveis; as pequenas quedas d’água, praticamente, isenta de inundações de áreas preciosas para a subexistência de populações vizinhas e muito carentes, como é a tônica; o campo é vasto e desafiador. Como uma outra citação fantástica do desenvolvimento tecnológico citemos a baterias quânticas que poderão ser carregadas em questão de minutos. Portanto, o mundo espera que os importantes chefes de Estado não fiquem patinando em  discursos com promessas vãs e vençam, digamos, a quase inércia, sem radicalismo, ainda predominante. Um dos grandes predicados de um ser humano e/o de uma coletiva é ser desprovidos de um egoísmo inconsequente. Não podemos esquecer que novas gerações virão.

Publicado por hiltonferreiramagalhes

Engenheiro Eletricista/Eletrônico; Mestre em Ciências de Engenharia Elétrica-Sistema de Potência/COPPE-UFRJ; Mais de 4 décadas de experiência em projetos de engenharia e docência de 1º, 2º e 3º. Atualmente se dedica a projetos de eficência energética e geração fotovoltaica, a qual considera a do futuro bem próximo. Vide sistema off e on grid que crescem mais de 2 vezes por ano no Brasil. Excelente instrumento para obtenção de crédito de carbono.

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