Separação de atribuições!

Queremos apresentar a nossa concordância com o articulista e colunista, Demétrio Magnoli, da matéria publicada, 01/05, sob o título: STF, Silveira e Sands, em um jornal de grande circulação diária. Sem externa qualquer tipo de preferência política faz uma análise, corretíssima, ao dizer que a Suprema Corte extrapolou quanto à decisão em favor da cassação do insignificante deputado federal. Nas letras frias e ainda soberanas da nossa Carta Magna, cabe à Câmara dos deputados federais cassar o exercício de suas funções e atribuições como parlamentar. Embora não fora tema do articulista, concordamos que a tal figura de político, dita do baixo clero, fora condenado, com um amplo escore, pelos ministros, por conseguinte, estará, quando transitado em julgado o processo, inelegível. Aqui vem à tona  a força do voto popular que, independente da decisão final, poderá alijá-lo, democraticamente, do Congresso Nacional. No momento, estamos em pleno teste do vigor do nosso sistema democrático!

Dia de uma efeméride mundial!

Dia 1º de maio, dia internacional do trabalho. Que os bons empresários sejam a tônica prevalente e que esse dia seja comemorado por todos que produzem em prol de uma nação com os parâmetros considerados de uma nação socialmente justa! Que o capital e trabalho não tenham interesses  conflitantes, como hoje ainda se propagam, cujas razões são motivos de debates políticos nas diversas casas legislativos dos três poderes; nas academias; sindicatos e outros representantes da sociedade num conceito amplo! Que o ganhar dinheiro de forma honesta; com um olhar social não seja considerado como “pecaminoso” e, por conseguinte, muitas das vezes taxado de forma pejorativa! Embora saibamos que possamos ser taxados de piegas, que o país possa registrar, como exceção à regra, os flagrantes de trabalhos escravos, como recentemente noticiados! A utopia é o motor do sonhar grande!

À procura da fama.

Vivemos uma guerra de narrativa, palavra da moda, que quando entoada significa,no âmago, desqualificar qualquer opinião dado por uma pessoa, seja no campo político; no noticiário das diversas mídias etc. A frase dita pelo cineasta e pintor Andy Warhol que “no futuro, todos terão seus quinze minutos de fama”, nunca esteve tão atual. Com essa postura, que virou lugar comum, será que cada um de nós não está atrás dessa prerrogativa informal? Daí vem-me a mente uma também não menos impactante dita por Albert Einstein: ” Há duas coisas infinitas; o tamanho do Universo e a estupidez humana”, muito embora reconhecemos que o famoso físico, permitam-me, exagerou. Será que esses pensamentos permitem analogias com o momento que vivemos, sobretudo, no que se refere à convivência equânime e harmônica dos três poderes da República Brasileira, os quais são os alicerces da nossa ainda jovem democracia que está à procura de uma consolidação?. Bem, o pleito presidencial está aí e poderá nos fornecer a resposta! 

Uma parceria importante!

O ex-posto Ipiranga e ex- poderoso ministro da economia , sr. Paulo Guedes, logo no início do governo do sr. Bolsonaro, quis “meter a mão” no sistema S, com a insinuação de que se tratava de uma “caixa preta”. Para contrapor a importância desse sistema, o folder apresentado no OGlobo de 28/04, com o título: ” Portal do Sesc RJ permite acesso a projetos e metodologias de educação inovadoras”, onde aparece a valorização das Artes; da Cultura; da postura social e cidadã; do incentivo`à  preservação do meio ambiental, sem menosprezar a importância das disciplinas da grade curricular do ensino básico. Isto demonstra que a inciativa privada pode ser uma parceira importante do Estado Brasileiro. Este governo vem se notabilizando por um desprezo ímpar da nossa história à saúde e à educação. É como se fora um tisunami de dimensões incontroláveis. Que venha logo as eleições presidenciais para que possamos arriar a cortina desse desgoverno! 

Um extinção demorada!

Cabe-me aqui uma observação, com a devida modesta. As Chamadas lâmpadas incandescentes já não se fabricam mais no Brasil. O seu uso generalizado era em virtude do baixo custo que a longo prazo representava prejuízo. Usada apenas 5% da demanda de potência para transformar em energia luminosa, portanto, um verdadeiro sorvedouro de desperdício de energia. Um simples estudo com recursos da matemática financeira prova que não era um bom negócio o seu uso. Gerava 95% de energia por efeito Joule e, obviamente, exigia mais dos aparelhos de ar condicionado. Menos mau, que era calor de origem sensível. Tinham um boa característica de serem excelentes reprodutoras das cores; daí, foram muito usadas em vitrine de diversos tipos de loja. Aqui entre nós; talvez, tenhamos sido uma das últimas nações a bani-la do mercado. O Brasil deve ter perto 40 milhões de residências, outros milhões de lojas comerciais, pequenas e grandes indústrias que, todas, sem exceção, utilizavam esse tipo de lâmpada. Em ordem de grandeza, a sua extinção do mercado representou uma economia de energia compatível com a capacidade de geração de uma Itaipu. Vejam que desperdício!

Uma contribuição modesta!


Há muito confusão, mesmo para alguns engenheiros eletricistas, de que uma geração fotovoltaico monofásica, sem impedimento técnico, pode ser ligado a um circuito bifásico e trifásico. O contrário não. Um sistema on grid funciona como um gerador de corrente e um off-grid como um gerador de tensão. Lembremo-nos dos famosos teoremas de Norton e Thevenin. Também para a geração on-grid a rede da concessionário funciona como um barramento infinito. Desculpe-me se estou sendo arrogante! Friso que já assisti a palestrante de empresa famosa fabricante de equipamento para a geração fotovoltaica que confundia esse conceito. Visa apenas dar uma pequena contribuição técnica a esse setor que vem apresentando um crescimento quase exponencial, sobretudo, em alguns Estado Brasileiros. Com destaque, as Minas Gerais. Sem dúvida que já é a energia de um futuro bem próximo!

O grave problema do lixo eletro-eletrônico

O grave problema do lixo eletrônico.
Podemos assim classificar: O desenvolvimento tecnológico, como um
contradição, traz também desafio que podemos classificá-los como
incompreensíveis, como os famigerados lixos eletrônicos. O setor
eletro-eletrônico está incluso entre os que mais apresentam novidades
tecnológicas. Vivemos a era da extraordinária informática que nos
concede instrumentos preciosos para o desenvolvimento das
comunicações, da automação industrial, com destaque a inteligência
artificial que transita também pelos setores primários e terciários.
Nas edificações residenciais a sua presença já é notável. Todo esse
desenvolvimento libera o homem para atuar nas atividades que demandam
maior criatividade. Como sabemos, não existe tecnologia que seja
isenta de impacto no meio ambiente. É óbvio, uma mais e outras menos.
Também é claro que esse fato não pode ser obstáculo para avanço da
pesquisa; desenvolvimento e inovação. É o famoso cotejamento entre os
danos provocados e os benefícios auferidos. Então, para que os danos
sejam minimizados podemos dizer que estamos ainda no limiar desse
árduo processo. Basicamente, há necessidade do imprescindível
engajamento de todo o corpo social, desde os que produzem, com a
chamada logística reversa, transitando pelos que vendem e chegando ao
consumidor. Em último análise, sem querer ter a pretensão de dar a
solução para esse grave problema, trata-se da aquisição de uma ampla
consciência educacional que se inicia nos lares e nos primeiros passos
da criança no convívio escolar.

Os veículos elétricos: O futuro é hoje!

Como já tivemos oportunidade de comentar, os carros do futuro próximo serão os carros elétricos. Nos Estados Unidos e grande parte dos países da Europa estão em grande expansão a sua demanda. Alguns já estabeleceram metas até o ano 2030 para que circulam nos seus territórios apenas veículos elétricos. Aqui no Brasil o limar já começou mas, com muita timidez, o que é próprio da nossa cultural. É indubitável que o país possui um quadro de engenheiros entre os melhores do mundo, devido à capacidade criativa que o ambiente em que vivem exige. Portanto, não nos falta mão de obra capacidade para atuar no topo de qualquer tecnologia desenvolvida e/ou em estágios de preliminares. No que se refere aos carros elétricos ainda há um grande nó górdio a ser desatado que é um custo final da bateria que , atualmente, está em torno de 30%. Convenhamos que é um absurdo! A autonomia no deslocamento diário no ambiente urbano, nos parece já superado. No Brasil há necessidade da disponibilização de uma rede de eletro-postos para que não haja um gargalo na sua disseminação. Um assunto de suma importância é a nova metodologia que as normas técnicas têm que se preocuparem quanto ao desenvolvimento de novos projetos elétricos, como por exemplo, o cálculo da potencia demandada pelos empreendimentos residenciais, comerciais e industriais. o descarte das baterias também deve ter especial atenção dos fabricantes, revendedores e consumidores. Um bom recurso é a chamada logística reversa. Enfim, a contribuição desses veículos para que se possa evitar que se despeje na atmosfera milhões de toneladas de gás carbono é excelente e a mãe natureza e as gerações futuras ficaram imensamente agradecidas. Engenheiro, professor e mestre em ciência de engenharia elétrica – sistema de potência.